Somente dos quadros da Polícia Militar do Ceará foram 56 homens abatidos por criminosos em 2017.


 

Somente dos quadros da Polícia Militar do Ceará foram 56 homens abatidos por criminosos. A maioria dos  militares assassinados estavam de folga quando tiveram a vida ceifada e grande parte estava fazendo “bico” (ou “zig” na linguagem policial) no momento em que foram feridos mortalmente.

Os baixos salários, seja de quem está na Ativa ou na Reserva Remunerada, são baixíssimos e empurram os militares (notadamente, as praças) a buscar um ganho paralelo para complementar suas finanças e, assim, poder sustentar a família com um mínimo de dignidade. Essa é uma das questões cruciais desse problema.

Fora do serviço, desprotegidos da farda, eles se tornam vulneráveis e, como qualquer cidadão, entram na mira da bandidagem. Nestes dois anos e 10 meses o Ceará perdeu 56 PMs, nove policiais civis (entre eles, um delegado), dois policiais rodoviários federais, cinco guardas municipais e três agentes penitenciários.