Vendas do varejo ampliado no Ceará crescem 4,3% em agosto.


 

Pelo quarto mês consecutivo, o volume de vendas do comércio varejista ampliado – que inclui material de construção, veículos, motocicletas, partes e peças – do Ceará cresceu, fechando agosto com alta de 4,3% frente a igual período do ano passado, na série não ajustada sazonalmente. Apesar disso, os avanços não foram o bastante para compensar as variações negativas registradas meses atrás. Dessa forma, o acumulado em 2017 ainda registra leve recuo de 0,4% e, em 12 meses, baixa de 3%.

Os dados são da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) e foram divulgados ontem (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A variação ficou 0,2 ponto percentual abaixo do avanço de 4,5% registrado em julho ante igual período do ano anterior

Otimista, mas sem esquecer que a melhora dos indicadores de emprego é fundamental para uma retomada mais firme do consumo, o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas de Fortaleza (CDL), Severino Neto, espera que os próximos meses serão de resultados melhores e mais consistentes. “Nós estamos em recuperação, mas é uma recuperação lenta e que ainda passa por pequenos ‘tropeços’. Acreditamos que as vendas vão continuar crescendo, apesar desses percalços”, detalha.

“Não podemos esquecer que o que movimenta (o comércio) é a diminuição do desemprego e o numero ainda é muito alto. Entendemos também que o consumidor, hoje, é mais consciente e até mais lapidado pela crise. Tudo isso reflete no consumo”, ressalta o presidente da CDL.

Segmentos

Dos dez segmentos que compõem o varejo ampliado analisados pelo IBGE, seis apresentaram acréscimo no volume de vendas em agosto. O destaque ficou por conta dos artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos, que registraram avanço de 18,5% no mês e acumulam alta de 10,9% de janeiro a agosto.

Outras contribuições importantes foram observadas nos setores de material de construção (17,6%), equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação (14,1%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (11,9%) e veículos, motocicletas, partes e peças (11%). O grupo que compreende hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo também cresceu, mas em escala menor, com variação de 2%.

Em contrapartida, apresentaram resultados negativos papelaria (-26,4%). Combustíveis e lubrificantes (-24,6%). Móveis e eletrodomésticos (-7,1%) e tecidos, vestuário e calçados, com retração de 5,5%.

Brasil

No País, os dados da pesquisa indicam que o comércio varejista ampliado ficou praticamente estável em termos de volume entre julho e agosto, com ligeira variação de 0,1% ante julho. No ano, as vendas do comércio ampliado também fecharam com crescimento de 1,9%.

 

Diário do Nordeste